A reunião entre Adriano Galdino e Lucas Ribeiro tem um significado político maior do que a fotografia de dois aliados apertando as mãos.
Galdino reconheceu que houve “arranhões” dentro do grupo durante a escolha da vice. E essa palavra merece atenção.
Porque, em política, quando alguém precisa dizer que um problema foi superado, é porque o problema existiu.
A escolha de Lígia Feliciano mexeu com expectativas, contrariou interesses e deixou gente insatisfeita. Galdino estava entre aqueles que tinham seu nome colocado na mesa e, portanto, tinha motivos para se sentir contrariado.
Mas a política não é feita apenas de vontades pessoais. É feita de interesses, alianças e, principalmente, de capacidade de construir o próximo passo.
E foi exatamente isso que aconteceu agora.
Lucas e Galdino sentaram, conversaram e chegaram a um entendimento.
Galdino sai da reunião dizendo que está alinhado com Lucas e anuncia que volta às atividades políticas ao lado do governador a partir desta sexta-feira.
Isso é importante.
Porque uma coisa é o grupo dizer que está unido.
Outra é colocar suas principais lideranças na rua, trabalhando juntas.
Mas existe uma questão que ainda precisa ser respondida:
Galdino está alinhado. E a base de Galdino?
O próprio deputado reconheceu que alguns aliados ficaram frustrados.
E esse talvez seja o verdadeiro desafio daqui para frente.
Uma liderança pode fazer um acordo. Mas uma eleição se ganha quando esse acordo chega na ponta, nos municípios, nas bases e nos grupos políticos.
Lucas conseguiu evitar uma ruptura.
Agora precisa transformar a reconciliação em unidade política.
E Galdino também terá um papel importante nisso.
Porque, depois de tudo que aconteceu, não basta dizer que está com Lucas.
É preciso demonstrar.
Na política, algumas crises terminam com uma reunião.
Mas a confiança só volta com gestos, presença e reciprocidade.
O “arranhão” pode ter sido superado.
Agora começa a parte mais difícil:
fazer a cicatriz desaparecer aos olhos do eleitor.





























